Palavra rebenta quando quer. Nasce tanto em lençol de guardanapo, quanto num berço de papel esquecido.
Palavra que transborda gofa letra, sai se derramando em frases.
Não quero buscar dados em bancos, nem ajustar o método à pergunta. Não vejo sentido em traçar argumentativos caminhos de ida rumo a mim mesmo. Não tenho pretensão em pôr gravatas em pingos do i.
Prefiro acreditar que papel em branco é terreiro sagrado guiado por todas as incertezas de um universo que acaba de ser parido.
Possuo um único objeto direto: amar. Sou um dogmático escancarado a seu dispor, nego-me veementemente a ser argüido nesse ponto. Questionar meu deus dissílabo seria o velamento. O último a-deus.
E nunca fui de apostar na pirraça da maldade.
Corram para amar, ou melhor, parem e amem. amém. E que assim seja.
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terça-feira, 3 de maio de 2016
domingo, 21 de outubro de 2012
O amor no meio de todos os queijos
Pra Lulu e
Ibrahim
Ferrer
à espera de um talharim à 4 queijos
o amor no meio de todos os queijos
tentando
nadar
de peito mussarela
um
crau roquefort
um
reino de costas
uma
borboleta gorgonzola
uma piscina cheia de azul
no
cinza do Malecón
na
câmera lenta da saudade
me
sinto seco
mesmo
mergulhado em você
yo
nunca me olvidaré
dos
fins de tarde
do
nosso começo
mormaço
que ninava
nossa
vontade de deitar
e do sol
que nos pintava de vermelho
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